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Ações Sociais - dos bancos no Brasil
Fonte: Febraban
 AÇÕES SOCIAIS E COMUNITÁRIAS

Os bancos realizam ações sociais que beneficiam as comunidades onde estão presentes, seguindo a tendência nacional no meio empresarial, de qualificar melhor essa ação tratando-a como investimento social privado, ou seja, com o uso planejado, monitorado e voluntário de recursos privados - provenientes de pessoas físicas ou jurídicas - em projetos de interesse público, segundo definição do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas - GIFE.

A maioria dos bancos que realiza ações sociais também apóia projetos/programas de terceiros ou realiza parcerias em seu investimento social privado, o que demonstra a preocupação com a qualidade da ação e com o fortalecimento da sociedade civil. Os projetos/programas próprios, que envolvem também parcerias, são ações de iniciativa dos bancos que identificaram uma área de atuação e buscaram parceiros para a sua realização, outra tendência que vem se firmando na ação social do meio empresarial em geral.



Em 2002 os bancos destinaram para ações sociais ou comunitárias recursos no montante de R$ 290.091 milhões; para patrocínio a projetos culturais, esse valor foi de R$ 116.552 milhões.


Quanto foi investido em recursos financeiros em ações sociais / por categorias Valores em R$ mil
Educação 167.744
Formação Profissionalizante
43.081
Saúde 8.783
Esporte 7.083
Assistência Social / Filantropia
6.159
Lazer e Recreação
3.802
Defesa de Direitos
3.423
Desenvolvimento Comunitário
2.146
Meio Ambiente
1.689
Segurança Pública
1.252
Educação / Capacitação para pessoas portadoras de deficiência
870
Voluntariado 684
Alimentação
656
Recuperação / Conservação de espaço público
471
Outros
42.348
Total 290.091 

Grande parte do investimento que é realizado na área de educação recebe 57,8% dos recursos, seguida de educação profissionalizante (14,85%) e de ações na área de saúde (3,03%). No cenário nacional, segundo pesquisa do IPEA, de 2002, a ação social das empresas tem como foco prioritário a área de assistência social, com o investimento em educação aparecendo em terceiro lugar no ranking dos investimentos (19%).

Dentre os incentivos fiscais disponíveis têm-se aplicações nos Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente acompanhando uma tendência que se verifica no meio empresarial. As crianças e a comunidade em geral aparecem como o público alvo prioritário das ações sociais dos bancos, seguido dos jovens, dos adultos (isoladamente), das pessoas com deficiência e dos idosos. Na pesquisa do IPEA 2002, as empresas em geral têm como público-alvo prioritário também as crianças, mas as famílias aparecem em segundo lugar, seguida da comunidade em geral e das pessoas com deficiência.

O investimento em educação e nas crianças demonstra que o desenvolvimento do país passa pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente, com centralidade no direito à educação ou nas ações complementares à escola.



 Voluntariado

O trabalho voluntário é incentivado na maioria dos bancos e envolve sobretudo seus funcionários, mas também os familiares, terceirizados, clientes e fornecedores, o que demonstra uma ampla capacidade de mobilização social em torno de questões sociais diversas, utilizando tanto sua comunicação interna e externa quanto sua rede de relações a serviço dessas causas sociais, sobretudo no campo da educação escolar pública e de ações complementares à escola. Voluntariado



Com um percentual de 12,81% de voluntários entre o número total de seus funcionários, os bancos revelam que essa mobilização tem sido eficaz e está em sintonia com o amplo movimento de introdução das práticas voluntárias no meio empresarial e na sociedade em geral. O voluntariado corporativo tem sido uma realidade cada vez mais presente nas empresas por meio de programas específicos que articulam a ação social, com o incentivo de participação de seus funcionários nesta ação.

AÇÕES SOCIAIS REALIZADAS PELA FEBRABAN E PELOS BANCOS ASSOCIADOS.



 INICIATIVAS DA FEBRABAN

A FEBRABAN apresenta a seguir três dos projetos que realiza diretamente ou em que participa com bancos associados, estimulando ações do setor em temas de interesse da sociedade.

Projeto FEBRABAN de Qualificação Profissional de Pessoas Portadoras de Deficiência

Em julho de 2002, estimulados pela Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (Decreto Federal nº 3.298, de dezembro de 1999), dez bancos passaram a apoiar a FEBRABAN na realização de um investimento no desenvolvimento de fontes de recrutamento e seleção de pessoas com deficiências físicas, visuais e auditivas, realizando cursos para a qualificação profissional especificamente voltado para o setor bancário.

O projeto envolve os bancos Bradesco, Itaú, Banco Real ABN AMRO, BankBoston, HSBC, Citibank, Grupo Santander/Banespa, Banco Safra, Sudameris e Unibanco. Para alguns destes bancos, o projeto está inserido nas iniciativas de valorização da diversidade, que prevê ações afirmativas de desenvolvimento de fontes para viabilizar efetivamente a qualificação profissional e a participação, em melhores condições, nos processos seletivos das empresas.

Para 2002 o projeto tinha como meta o atendimento de 400 alunos, que foi superada com o atendimento de 463 alunos, dos quais, em São Paulo e Rio de Janeiro, 396 foram aprovados. O projeto tem como parceiros o Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, a Sorri Brasil, o PADEF/SERT (Programa de Apoio às Pessoas Portadoras de Deficiência, da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo), o SENAI e o SENAC, entidades de ensino profissionalizante.

Programa Banco na Escola - Melhorando a qualidade da educação pública

A Aliança Social pela Educação foi formada em 2000 por nove bancos internacionais. Essa articulação inédita tem como primeira ação o Programa Banco na Escola que, em 2002, contava como aliados os seguintes Bancos: Real ABN AMRO, BBV, Citibank, J.P.Morgan, e Loyds TSB, assim como a Fundação BankBoston e o Instituto Credicard. A consultoria Oficina de Idéias é a parceira executora do programa e, dentro de um processo de alinhamento conceitual e planejamento estratégico operacional, os bancos elegeram a cidade de São Paulo para iniciar suas atividades na área de educação. O programa tem também como aliados sociais estratégicos o UNICEF, Instituto Ayrton Senna, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e o Ministério da Educação, uma vez que pretende servir de referência e repassar seus conhecimentos para todo o país.

No programa, funcionários voluntários usam seus conhecimentos sobre o mercado financeiro a serviço da gestão dos recursos da educação que estão disponíveis nas escolas, treinando e utilizando ferramentas de gestão orçamentária participativa, desenvolvidas especialmente para essa finalidade. Diretores, professores, integrantes de Associações de Pais e Mestres, estudantes participantes de 43 grêmios de 51 escolas públicas do município de São Paulo, assim como membros de Conselhos Tutelares da cidade e comunidades próximas a essas instituições de ensino, constituem o público deste processo de mobilização e capacitação.

O "Banco na Escola" tem como resultados o fortalecimento do protagonismo dos jovens, a redução da violência, da repetência e da evasão nas escolas que aderiram ao programa. As escolas envolvidas contam com maior participação da comunidade na gestão escolar e estão mais abertas às contribuições de diferentes públicos. Foi criado, no processo de execução do programa, um cursinho pré-vestibular gratuito, fruto desse diálogo com a comunidade e suas demandas. Foram atendidas indiretamente 510.000 pessoas e pretende-se ampliar esse número para 930.000 pessoas, entre os públicos beneficiados acima citados. Há a expectativa de se capacitar em 2003, como agentes multiplicadores das diferentes frentes: 985 gremistas e 570 conselheiros escolares. No curso de Excel, foram beneficiados 1.786 gremistas e o mesmo número de conselheiros escolares.

A iniciativa contribui para a construção de um ensino público de qualidade, estimulando uma participação crítica, a qualificação da demanda por educação e por um melhor aproveitamento na aplicação das verbas destinadas ao ensino escolar público.

Banco de Talentos - A valorização de novos artistas e da cultura brasileira.

Há dez anos os bancários com habilidades artísticas são mobilizados e valorizados por esta iniciativa da FEBRABAN. Não há, em nosso país, iniciativa cultural do setor privado que tenha tanta tradição na divulgação do trabalho de artistas amadores. A cada ano são recebidas, em média, 550 inscrições, envolvendo 730 bancários que atuam em 120 diferentes municípios, de praticamente todos os Estados e o Distrito Federal.


Sem caráter competitivo, o Banco de Talentos não premia e não atribui classificações a uns poucos escolhidos. Todos os selecionados têm seus trabalhos divulgados em exposições, shows e em edições de livros, calendários artísticos e CDs, que são gratuitamente dirigidos a críticos especializados, galerias de arte, bibliotecas, escolas de artes e empresários que investem em atividades culturais, assim como a autoridades e lideranças empresariais.


Em 2 de dezembro de 2002, na casa de espetáculos paulistana Tom Brasil, os selecionados em Música se apresentaram, acompanhados por músicos profissionais, para uma platéia de 850 espectadores. Os trabalhos de Fotografia e Pintura foram apresentados no mesmo local e integraram uma exposição itinerante que percorre durante o ano seguinte os diversos espaços culturais.


As apresentações e exposições do Banco de Talentos ocorrem em espaços culturais como Memorial da América Latina, Auditório da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Museu Brasileiro de Escultura, Museu de Imagem e do Som, Tom Brasil e Espaço Cultural Higienópolis do Instituto de Cultura Inglesa.


O evento já rendeu nove catálogos com os currículos e obras dos selecionados, dois livros de poemas, um livro de contos, 22 calendários artísticos e 11 CDs. Também promoveu três festivais de teatro, sete espetáculos musicais, dezenas de sessões de leitura de contos e poemas e algumas centenas de apresentações de corais de bancários em entidades assistenciais - prioritariamente hospitais que atendem à população carente, asilos e creches - e também em áreas públicas, como estações de metrô, shopping centers e praças das cidades de Bauru, Campos de Jordão, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 OS BANCOS E O APOIO À ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS

Enfrentando o analfabetismo no Brasil



No seu oitavo ano de existência, o Programa Comunidade Solidária mais uma vez contou com o apoio dos bancos em vários de seus projetos e atividades. Uma das mais significativas ações tem sido o combate ao analfabetismo que, segundo o IBGE 2001, chega a 12,4% entre a população com 25 anos ou mais. Em 2002, os bancos continuaram apoiando o Programa Alfabetização Solidária, no seu quinto ano de existência.

Das 101 empresas que apóiam o programa, estão o Banco BBV, Bradesco, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Real ABN AMRO, Grupo Santander/Banespa, Banco Sudameris, Caixa Econômica Federal, Instituto Unibanco, Citibank, Fundação BankBoston, Fundação Bradesco e a Fundação Itaú Social. Um dos resultados mais significativos do programa é o de estimular a continuação dos estudos dos alunos alfabetizados.

Entre os municípios apoiados pelo Alfabetização Solidária, o crescimento de salas de aula para educação de jovens e adultos foi de 114,24%, enquanto em outros municípios foi de 31,53%. Até 2002, o programa atendeu 3.600.000 alunos dos municípios que apresentam os maiores índices de analfabetismo no Brasil.

 EDUCAÇÃO

O termo educação compreende um conjunto enorme de aspectos e muitos deles estão sendo abordados no investimento social privado que os bancos realizam. Em todas essas práticas, há uma sintonia forte com um tema de interesse da sociedade e o compromisso por melhorar a qualidade da educação no país, entendida como fator fundamental para o desenvolvimento humano sustentável. Os bancos destinam seu investimento social prioritariamente para a educação e dirigem seus esforços no sentido de influenciar as políticas públicas de diversas maneiras.

Há projetos como o da Fundação Bradesco, uma das maiores fundações empresariais da América Latina em volume de investimento na área social. Nos últimos seis anos, ela investiu em educação recursos na ordem de R$ 605,9 milhões, sendo que em 2002 foram R$ 123,3 milhões para o atendimento de 103.322 alunos. Destes, 48.456 são da Educação Básica, incluindo a Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Profissionalizante, onde está concentrada a maior parte de seus alunos (33,7%). Trata-se de uma rede escolar própria em que 90,99% dos alunos são da comunidade e 9,01% são funcionários ou filhos de funcionários. Em 46 anos, a Fundação formou e capacitou mais de 490 mil alunos, entre crianças, jovens e adultos, ajudando o país a enfrentar o desafio de colocar todas as suas crianças numa escola de qualidade, com alto nível de aproveitamento escolar e ampliação dos anos de estudo na média nacional.

Programas como os realizados pelo Banco Itaú atuam na realização das políticas públicas de educação no país, a partir da ética da co-responsabilidade. É o caso do Prêmio Escrevendo o Futuro, realizado em parceria com o Ministério da Educação, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Canal Futura e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária - CENPEC. O Prêmio teve, na sua primeira edição em 2002, a participação de 4.657 escolas, dos 27 estados brasileiros, beneficiando 7.858 professores e cerca de 370 mil alunos. O projeto beneficia alunos e professores nas 4a e 5a séries no que se refere ao uso da escrita, num contexto de fortalecimento da cidadania. O Itaú também desenvolve e assessora o fortalecimento de 482 educadores e equipes municipais de diversas instituições educacionais públicas e não governamentais na gestão da educação em suas cidades.

O Banco Santander lançou em 2002 o portal de educação Universia Brasil, com a finalidade de proporcionar a troca de informações referentes ao ensino superior e oferecer serviços de conteúdo acadêmico, tornando-se referência para o público universitário. Pelo site www.universiabrasil.net, os estudantes têm acesso a dados sobre bolsas de estudo, informações sobre o mercado de trabalho, intercâmbio, teses, além de e-mail e acesso à Internet grátis. O Universia Brasil faz parte do Universia Net, que reúne diversas instituições de ensino na Espanha, Portugal, Argentina e outros países da América Latina. São 125 instituições de ensino só no Brasil, o que representa contato com pelo menos 54% dos universitários do país.

Há projetos que complementam a educação pública escolar, como o AABB Comunidade, do Banco do Brasil, cujo objetivo é estimular o auto-conhecimento, a auto-estima e a auto-valorização dos jovens. Atuando com 3.670 educadores especialmente preparados pelo Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC-SP, os jovens recebem todo o material necessário para as atividades educativas, pedagógicas, culturais, esportivas, de lazer e outras. Há também o programa HSBC Educação, que oferece assistência médico-odontológica a 850 crianças de oito entidades na região metropolitana de Curitiba e que mobiliza um grupo de onze professores de educação física e pedagogia para a realização de atividades esportivas educacionais, fortalecendo a rede de proteção social da infância e da adolescência.

Outro projeto de complementação escolar, o Biblioteca Viva, do Citibank, contribui para a melhoria da qualidade da educação, incentivando uma política pública de leitura, na qual o livro é tido como um direito e a leitura como algo fundamental para o exercício pleno da cidadania. O Projeto Escola Brasil, do Banco Real ABN AMRO, também mobiliza seus funcionários para atuarem dentro das escolas públicas, investindo na melhoria da qualidade dos espaços esportivos, culturais e de lazer, para diminuir a evasão escolar e a repetência. O projeto está presente em 102 escolas públicas de 50 municípios brasileiros, beneficiando mais de 90 mil estudantes do ensino fundamental e médio.

Há projetos que contribuem com questões fundamentais e ainda pouco visíveis na sociedade, como a questão do racismo e as barreiras que ele cria para o sucesso escolar dos alunos afrodescendentes. O Projeto Geração XXI, da Fundação BankBoston, é a primeira ação afirmativa com adolescentes negros no Brasil, destinado a oferecer educação de qualidade e condições para a formação de novos líderes, construindo condições efetivas de igualdade de oportunidade para todos.

Os investimentos do Banco Safra na área social estão direcionados para projetos de educação infantil. Através de convênio com a Fundação Abrinq, o banco vem construindo, equipando e treinando pessoal para centros de referência na periferia da Grande São Paulo. Já foram entregues núcleos em Ermelino Matarazzo e no Jardim Piratininga, em Osasco. Nessas unidades são atendidas, atualmente, 283 crianças de zero a seis anos e beneficiadas indiretamente outras 2.300 das regiões próximas.

No Nordeste, o BNB dirige sua atenção aos adolescentes de áreas pobres para complementar a educação escolar com ensino profissionalizante que permita a inserção no mercado de trabalho também em condições de igualdade. Trata-se do Programa Jovem Aprendiz, realizado em convênio com a Secretária de Ação Social do Ceará e que proporciona aos jovens a oportunidade de iniciação profissional em diversas áreas do conhecimento, ligadas ou não às competências do banco.

O Curso Profissionalizante AEB, do Banco BBV, capacita jovens carentes, entre 14 e 18 anos, ensinando atividades profissionalizantes como eletricista, marceneiro e pedreiro. Iniciado em maio de 1999, beneficia 600 jovens por ano em Taboão, Itapecerica da Serra e São Paulo, com um investimento de R$ 72.000,00.

O Instituto Unibanco constituído em 1982 para coordenar e apoiar todas as atividades sociais do Unibanco, ganhou nova configuração, em 2002, com o propósito de focar sua atuação na área educacional. O objetivo é participar mais ativamente de projetos que buscam preparar os jovens para o exercício da cidadania e para o mercado de trabalho, como o Programa Junior Achievement, por meio do qual, alunos da rede pública de ensino recebem noções básicas sobre o mundo dos Bancos e sobre o funcionamento de uma organização financeira. O projeto educacional tem os funcionários do banco como voluntários, que doam uma hora por semana na transmissão de seus conhecimentos. O valor investido em 2002, neste projeto, foi R$ 90.093,30, e foram beneficiados 950 alunos da rede pública de ensino de São Paulo.

Por meio do ADERE (Associação para o Desenvolvimento, Educação e Recuperação do Excepcional), o Deutsche Bank promove a inclusão social do excepcional através da educação e profissionalização. A ADERE atua há 30 anos e possui diversos projetos, dentre eles a produção de peças artesanais de alta qualidade, que foram adquiridos pelo banco como presente para as secretárias de clientes e prospects, em setembro de 2002, com um investimento de R$ 7.900,00.

A Nossa Caixa Nosso Banco promove a assistência a alunos pobres do Estado de São Paulo, com ações sociais básicas que têm impacto no acesso e sucesso escolar. O Vista Uma Criança - Invista na Educação, beneficiou 3275 crianças da Rede Pública de Ensino ao uniformizá-las.

O enfrentamento do analfabetismo é outro desafio do país em que os bancos estão presentes. O Programa BB Educar, do Banco do Brasil, tem como objetivo colaborar na erradicação do analfabetismo no país, envolver as unidades familiares em propósitos e ações que visam acentuar o exercício da cidadania dos alfabetizandos e dos alfabetizadores, proporcionando condições de inclusão dos beneficiados com o projeto em estruturas do ensino fundamental da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou em cursos supletivos.

Há programas que atuam no campo da cultura ou do esporte e que possuem forte ligação com o tema da educação, ampliando o repertório cultural de crianças e jovens ou colocando o esporte como atividade complementar à escola. O Coral Infantil HSBC foi criado com a finalidade de se formar um coral permanente de 40 crianças carentes pertencentes a oito instituições apoiadas pelo HSBC no Brasil. Neste projeto social é trabalhada a afetividade, objetivando valorizar o gesto do aplauso, afago e do sorriso nas relações humanas. Hoje, fazer música, ser aplaudido, ser admirado, se sentir amado e aceito é algo fundamental para a vida dessas crianças. Durante o ano de 2002 a qualidade musical do Coral Infantil HSBC encantou a todos os que ouviram as audições. Foi desenvolvido um repertório de vinte e cinco músicas e realizaram, entre o período de janeiro a agosto de 2002, quinze apresentações.

O Programa Concertos Banrisul para a Juventude investiu em 2002 a quantia de R$ 115 mil na terceira edição deste evento que nasceu com o objetivo de levar música erudita e popular em concertos, para crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares de Porto Alegre. São concertos exclusivos da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e, com essa iniciativa, o banco proporcionou às crianças e adolescentes a oportunidade de ter contato com a música clássica e, conseqüentemente, elevarem sua formação cultural. Mais de 18 mil jovens já assistiram aos concertos.

Na área de esporte e educação, há o projeto Em Cada Campo Uma Escolinha, desenvolvido na região metropolitana de Porto Alegre e patrocinado pelo Banrisul, que investiu R$ 48 mil em 2002. O projeto integra aproximadamente 11 mil crianças da comunidade escolar da capital gaúcha por meio do esporte, com acompanhamento educativo, encontros e campeonatos regionais, cujos primeiros quatro colocados disputam o Campeonato Municipal de Futebol denominado "Varzinha". O Banco premiou 40 alunos que se destacaram por educação, disciplina, assiduidade e companheirismo, durante o trabalho desenvolvido em 2001 e a premiação "Nosso Melhor de Bola" contemplou cada criança com uma caderneta de poupança.

O ensino superior vem merecendo também o apoio dos bancos. Estudantes pobres que ingressam nas universidades também foram beneficiados pela Nossa Caixa Nosso Banco com a ampliação de bolsas de apoio. Cada um dos projetos contou com os respectivos investimentos de R$ 167.312,75 e R$ 66.600,00.

O BBV Brasil, por meio do prêmio BBV de Jornalismo, executado pelo Jornal O Estado de S. Paulo, estimula o estudo das técnicas jornalísticas pelos estudantes da área. Com R$ 200.000,00, o BBV auxilia na Capacitação Profissional de cerca de 500 estudantes por ano.

Também o Banco Real ABN AMRO investe na formação cidadã de futuros profissionais, fortalecendo a responsabilidade social e desenvolvendo a criatividade e liderança jovem por meio do Prêmio Universidade Solidária, realizado em parceria com o Comunidade Solidária. O prêmio adota como prática a parceria voluntária de universidades e municípios, de forma a superar as dificuldades de informação, articulação e organização, beneficiando comunidades pobres em todo o Brasil. Um dos projetos em andamento, por exemplo, é o Projeto Quilombos, que tem apoio da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, contribuindo para a preservação sociocultural de comunidades remanescentes de quilombos. Em 2002, entre outros prêmios, cinco universidades foram premiadas com R$ 20 mil a serem aplicados nos projetos desenvolvidos, e o investimento total foi de R$ 450 mil.

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 Esporte

O contato das crianças e jovens com o esporte é uma ferramenta eficaz para complementar a escola, oferecer noções de cuidado com o corpo e a saúde. Há diversas ações sociais desenvolvidas por bancos com foco neste segmento, sejam elas em forma de patrocínio ou em amplos projetos de desenvolvimento e inclusão social de crianças e adolescentes e também pessoas com necessidades especiais.


O esporte como formador de cidadãos ganha destaque na ação social do Grupo Santander Banespa. Há três importantes iniciativas neste sentido: Clínicas de Vôlei, ministradas por atletas profissionais da equipe de vôlei do Esporte Clube Banespa; a Escolinha de Voleibol, que seleciona jovens jogadores na chamada "Peneira" do Banespa; e a realização de palestras que reúnem características práticas e motivacionais pelos componentes da comissão técnica da equipe profissional de vôlei (gerente, técnico, preparador físico, psicólogo, médico, fisioterapeuta), cada qual em sua especialidade, em universidades e outras instituições. Com as clínicas, diversas cidades do interior do país e escolas públicas da rede municipal e estadual de ensino de São Paulo ganham um evento que ajuda a levar jovens para o esporte, o que traz muitos benefícios sociais. Em 2002, mais de 20 mil crianças foram envolvidas nas atividades.

A atividade esportiva melhora o desenvolvimento social, psicológico e o equilíbrio orgânico de pessoas com deficiência. Consciente dessa premissa, o Banco da Amazônia investe na inclusão social daqueles que não tem o esporte apenas como lazer, mas sim uma necessidade para a recuperação da auto-estima e para a ampliação de sua independência e acessibilidade. Apoiado em uma de suas metas o desenvolvimento humano e cultural da comunidade, o Banco da Amazônia patrocina o All Star Rodas, time de basquete sobre cadeira de rodas do Clube dos Deficientes Físicos do Pará (R$ 40.492,00 investidos no ano passado). Os 50 atletas beneficiados, entre homens, mulheres e crianças, desde os dez anos de idade, têm todo o apoio para participar de competições e treinamentos, incluindo os equipamentos essenciais para a prática do esporte.

A valorização da diversidade está presente no BCN Esportes, que envolve educação, saúde e cidadania, priorizando a preparação de meninas para um papel de liderança na sociedade. Em 1997, o Bradesco adquiriu o BCN e o programa foi incorporado aos demais projetos sociais do banco. O investimento do BCN acontece por meio de seus núcleos, centralizados em Osasco e ampliados juntamente com as categorias de base de vôlei e de basquete. Atualmente, são 81 núcleos de formação, atendendo cerca de 4.200 meninas entre 10 e 15 anos. Nas categorias de base, 160 atletas disputam os principais torneios e campeonatos do país. As equipes profissionais de basquete e vôlei contam com algumas das melhores atletas em atividade no Brasil.



 

 
 SAÚDE


O Banco Itaú, por intermédio do Programa Saúde e Cidadania, deseja contribuir para a capacitação e aperfeiçoamento de gestores municipais de serviços de saúde, modernizando as práticas administrativas gerenciais desses serviços, promovendo a melhoria da qualidade de vida das comunidades. Para tanto, fez parceria da Fundação Itaú Social com o Instituto de Desenvolvimento da Saúde. Foram elaborados doze manuais sobre os principais itens aplicáveis à administração da saúde brasileira. Entre os assuntos disponíveis nos manuais, estão a discussão sobre a Concepção e Organização dos Distritos Sanitários, o Planejamento da Saúde, Gerenciamento e Manutenção de Equipamentos Hospitalares e a Gestão de Recursos Materiais e de Medicamentos. O projeto foi implementado em 1997 e o conjunto de manuais pode ser utilizado diretamente pelas secretarias municipais de saúde, com um impacto positivo na área e a incorporação dos manuais pelo Ministério da Saúde, dada sua qualidade, em mais de 3.000 municípios brasileiros. Foram investidos um milhão de reais no lançamento e na manutenção do programa que acontece desde 1997.

O Programa Biblioteca Viva em Hospitais, do Citibank, tem como objetivo contribuir para a humanização do atendimento à criança hospitalizada, através da implantação de um trabalho de leitura, que leva os livros e as histórias a fazerem parte da rotina hospitalar. O programa é uma nova vertente do Programa Biblioteca Viva e tem a intenção de contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento da criança e do jovem hospitalizado. Funciona a partir da formação de mediadores de leitura, em geral integrante da equipe de profissionais do hospital: enfermeiros, médicos, assistentes sociais, pessoal administrativo. Com a doação de livros, os hospitais ganham minibibliotecas de literatura infanto-juvenil e mobiliário, com um investimento anual de aproximadamente R$ 356.000,00 e presença em dezesseis cidades de dez Estados do país. Já foram beneficiadas mais de 72.000 crianças nos 21 hospitais em que o programa está implantado.

Com o objetivo de proporcionar um ambiente mais agradável às crianças hospitalizadas, melhorando sua auto-estima e acelerando a recuperação, o Santander desenvolveu o Programa de Instalação de Brinquedotecas em hospitais da capital paulista. A iniciativa faz parte do Projeto Acolhimento - "Brincar é Coisa Séria", que tem como objetivo contribuir para transformar o ambiente hospitalar em local mais agradável, que auxilie na recuperação dos pequenos pacientes. Até o final de 2002, com um investimento de R$ 14.500,00 foram instaladas seis unidades com a parceria da Secretária Municipal de Saúde e o Comitê Betinho dos colaboradores do Grupo Santander Banespa.

O Banco do Brasil tem um projeto com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil por câncer no país, o Criança e Vida. Desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, sua premissa é proporcionar atendimento completo às crianças e adolescentes com câncer, atuando para que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ao modo de vida de uma criança com a doença sejam mais eficientes, fatores que podem elevar as chances de cura para patamares superiores a 70%, na maioria dos casos. O projeto contempla a implantação de oito Centros de Referência em Diagnóstico Laboratorial de Câncer Pediátrico (Anatomia Patológica, Citogenética, Imunofenotipagem e Biologia Molecular), de forma a atender a todas as unidades de tratamento das diversas regiões do país; melhoria e ampliação dos Centros de Tratamento dos hospitais públicos e filantrópicos; constituição de Central Informatizada de Oncologia Pediátrica (CIOPE) para acompanhar e orientar os hospitais e os profissionais de todo o território nacional; capacitação e atualização dos diversos segmentos da sociedade que atuam na área de oncologia pediátrica;e realização de diagnóstico situacional e identificação de ferramentas de gestão para as Casas de Apoio. Também há investimentos na capacitação de profissionais de saúde. Em 2002, o BB investiu mais de R$ 4 milhões.

Desde a criação do Teleton, em 1998, o Bradesco auxilia na arrecadação de recursos para manutenção e construção de novos centros de reabilitações para a A.A.C.D (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Em cinco anos de existência do projeto, o banco disponibilizou mais de R$ 2 milhões para a entidade.


 

 Programas de voluntariado

O apoio, incentivo e oferta de oportunidades para a atuação cidadã de funcionários e familiares como voluntários tem sido uma atividade presente no campo da ação social dos bancos. A cada ano, os bancos conseguem mobilizar um número maior de voluntários entre seus colaboradores, mas também há experiências que já envolvem familiares, fornecedores, clientes e público em geral em atividades sociais que beneficiam a comunidade.
O Initiative Plus é o programa desenvolvido pela Fundação Deutsche Bank para incentivar os funcionários a doarem parte de seu tempo a programas sociais. Envolve a doação de US$ 500 para cada funcionário participante remeter à entidade beneficiada no voluntariado. O programa existe desde março de 2002 e tem como público alvo as instituições que trabalham com diferenças sociais. Houve o envolvimento de 80% dos funcionários e 12 instituições foram beneficiadas, com um valor de R$ 275.000,00 investidos.

O SuperAção Social é uma campanha organizada e conduzida pelos funcionários do Unibanco desde 2001. Não possui caráter institucional, mas é apoiado pelo banco. É uma gincana em que os colaboradores promovem ações sociais resultando em ajuda efetiva a diversas entidades assistenciais. As ações incluíam arrecadação de itens para doação, atividades ambientais e doação de sangue. Ao mesmo tempo em que concorriam entre si, todos os 26.500 colaboradores, divididos em 10 equipes, beneficiaram 197 entidades em todo o Brasil. O investimento do Unibanco em 2002 foi de R$ 248.827,89.

O BankBoston realiza esse tipo de mobilização social desde 2000, visando sensibilizar funcionários e familiares para o trabalho voluntário, por meio de um evento anual que se chama Rally Social. O Programa Participação Cidadã atua durante todo o ano apoiando, capacitando e oferecendo oportunidades de atuação voluntária em diversas áreas, inclusive nos próprios programas desenvolvidos pela Fundação BankBoston.

Um dos programas da Fundação BankBoston que envolve fortemente a presença de voluntários é o Imposto Criança, mobilizando os funcionários para a destinação de até 6% do Imposto de Renda devido para os Fundos Municipais da Criança e do Adolescente. O próprio banco, como diversos outros, também participa, destinando aos Fundos Municipais, conforme estabelece a legislação, 1% do seu imposto de renda devido. Em 2002, destinou R$ 1,3 milhão para 11 conselhos municipais.
Em 2000, o BankBoston realizou o Projeto Russas, em parceria com o Unicef, Governo do Estado e prefeitura da cidade de Russas, no Ceará. Mais de 600 funcionários contribuíram para o projeto por meio do Fundo Municipal, garantindo o direito à educação de 300 crianças e adolescentes e erradicando o trabalho infantil no município. Havias crianças e adolescentes, desde os cinco anos de idade, trabalhando em olarias e fora da escola, o que foi resolvido com a doação de bolsa-escola e ações complementares, além de um trabalho junto aos donos das olarias, às famílias das crianças e à comunidade em geral. No último ano, o banco investiu em um circo-escola, ampliando as atividades complementares à escola e sempre contando também com o voluntariado direto da agência do banco em Fortaleza.


Lançado em dezembro de 2000, o Programa de Ação Voluntária do HSBC é um Projeto que realiza ações de solidariedade junto às instituições que têm foco em educação. Também atuam com a área de meio-ambiente, por meio do Programa Investindo na Natureza, com projetos apoiados pelo HSBC. Os voluntários, em todo o Brasil, funcionários e familiares, têm como público-alvo as crianças e adolescentes pobres. Em 2002, inscreveram-se 1519 voluntários, beneficiando 12.000 crianças e adolescentes.

 Cultura

O entendimento de que a cultura é fundamental para a construção da identidade de um povo, principalmente quando percebida como processo educativo e que promove evolução socioeconômica, é um aspecto importante para o envolvimento do setor que tem desempenhado um papel efetivo na democratização ao acesso dos bens culturais à população brasileira.

O investimento do setor financeiro na área da cultura vem transformando e agregando valor ao desenvolvimento do universo cultural brasileiro de forma representativa e crescente nos últimos anos. Sem dúvida, o impacto das ações, projetos e, principalmente do formato de gestão, seja através das suas instituições culturais ou das áreas de responsabilidade social e de marketing corporativo, traz especialmente dois fatores relevantes ao mercado da preservação e produção de bens culturais: o impulso ao profissionalismo e a inclusão abrangente dos diversos segmentos e agentes culturais ao cenário produtivo.

O volume de investimentos na ordem de R$ 116,552 milhões, em 2002, possibilitou a realização de inúmeros projetos/programas próprios ou de terceiros, em parceria com outras instituições. Já o valor patrocinado pelo setor financeiro em 2002 por meio dos incentivos fiscais nas Leis Rouanet e Audiovisual, foi de R$ 73,666 milhões. Este montante representa 26,69% do volume total de investimentos realizados pelos 100 maiores incentivadores nas Leis Rouanet e Audiovisual, em 2002, que foi de R$ 275,983 milhões.

À luz da movimentação de público nas grandes metrópoles nos espaços culturais, como o Itaú Cultural, em São Paulo, que recebeu em 2002 mais de 300 mil visitantes; do Santander Cultural, em Porto Alegre que, no mesmo ano, recebeu aproximadamente o mesmo número de visitantes; e do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, que registrou também número significativo de público, se percebe a importância destas atividades e destes investimentos nas principais cidades brasileiras.

Cada instituição financeira possui uma maneira própria de realizar investimentos na área cultural, destacando se pelos contínuos processos de qualificação de gestão, em busca de atuar em coerência com o mercado produtivo, apoiados nos preceitos de responsabilidade e transformação social, característicos às atividades do terceiro setor.

Incentivadora da cultura e de toda manifestação artística, a Caixa Econômica Federal tem papel fundamental nas obras que hoje estão ao alcance do público. Com o objetivo de resgatar a cultura e verdadeiros ícones do patrimônio cultural nacional, o Conjunto Cultural da Caixa ganhou vida e hoje retrata a história política, econômica, artística e cultural do nosso país. Criado em 1980, o Conjunto Cultural da Caixa é composto por: teatros localizados em Brasília e no Rio de Janeiro, museus instalados em Brasília e São Paulo e galerias situadas em São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. Através desses espaços, a empresa promove, apóia e divulga as manifestações artístico-culturais, contemplando a música, o teatro, a dança e as artes plásticas. Em 2001, foram realizados 124 eventos, com a presença de um público de 188.300 pessoas. Dona de uma das mais completas coleções de obras de arte e documentos que retratam as atividades econômico-financeiras do País, a Caixa coloca seu acervo à disposição do público, contribuindo para a disseminação da cultura nacional. Em 1997, a Caixa promoveu a restauração de 13 obras que integraram, posteriormente, a exposição "Acervo Restaurado". Foram desenvolvidos também o Projeto Escola e o Projeto Museu Vivo, com o objetivo de incentivar a visita dos estudantes brasilienses, incluindo o desenvolvimento de atividades lúdico-pedagógicas nos espaços culturais da empresa, em Brasília.

A Caixa patrocinou 1.700 projetos em 2001, perfazendo R$ 20 milhões aplicados em eventos que trataram de temas ligados a habitação, micro e pequenas empresas, Estados e municípios, Poder Judiciário, desenvolvimento urbano, esporte, cultura e solidariedade. Focos principais de atuação da Instituição, as áreas de Habitação, Saneamento Urbano e Serviços Financeiros receberam 60% do valor destinado ao patrocínio de congressos, seminários, simpósios, encontros temáticos, feiras e exposições Foram investidos R$ 4,5 milhões na modernização do Conjunto Cultural em Brasília e aplicados mais de R$ 4 milhões na programação dos espaços culturais da Empresa e em eventos em espaços de terceiros, abrangendo exposições de artes plásticas - pinturas, gravuras, esculturas, fotografias - e em espetáculos cênicos como teatro, dança e música, que alcançaram grande repercussão perante o público e a crítica especializada nas principais praças do País.
Os Centros Culturais Banco do Brasil mantidos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília têm por missão atuar como instrumento de difusão e fomento da produção cultural e formação de platéias e cidadãos através da arte-educação. Juntos, eles receberam 2,3 milhões de visitantes, em eventos nas áreas de cinema, teatro, exposições, dança, música e literatura. Em programação e acervo foram investidos R$ 23 milhões e 4.990 empregos diretos e 20.347 indiretos foram criados.

Em agosto de 1999, foi criado o Circuito Cultural Banco do Brasil, unindo ações de marketing cultural a ações sociais, educativas, de promoção de vendas e de endomarketing. O Circuito Cultural apresenta todos os segmentos culturais; Música, Dança, Artes plásticas, Literatura, Cinema e Teatro. A formação do público é representada por seminários e palestras de cultura, música, e marketing.
Circuito Cultural Banco do Brasil é um projeto itinerante que leva arte a várias cidades do País. Além do aspecto cultural, o projeto possui caráter social, pois há arrecadação de alimentos durante as etapas e toda renda conseguida com a venda de ingressos é revertida em ações sociais.
Como ferramenta de reforço da imagem institucional da Empresa, o Circuito contribui para consolidar o posicionamento de líder nacional em fomento à cultura. Além disso, atua como suporte ao relacionamento com os clientes, alavancando a oferta de produtos/serviços e resgatando ações de cidadania e de responsabilidade social.

De 1999 a julho de 2002, o Circuito Cultural percorreu 56 cidades, totalizando aproximadamente 800 mil espectadores diretos. Nesse período, arrecadou mais de R$ 900 mil em bilheteria e, também, mais de 160 toneladas de alimentos, além de agasalhos e brinquedos, totalmente revertidos em favor de entidades assistenciais das comunidades locais.

Em 2002, houve o lançamento de uma nova versão do Circuito Cultural Banco do Brasil, no qual são utilizadas tendas para concentrar os eventos em um único local onde exista visibilidade privilegiada. A estrutura é formada por uma grande tenda central ligada a cinco tendas satélites, criando uma verdadeira praça cultural que pode ser montada em uma praia, por exemplo. Com a utilização do novo formato, a divulgação do projeto é otimizada e a exposição da marca torna-se ainda mais efetiva, solidificando a imagem de Empresa que investe na cultura nacional.

Em 2002, o valor investido no Circuito Cultural Banco do Brasil foi de R$ 6 milhões. Os projetos apresentados contemplaram música, artes plásticas, cênicas, visuais e artesanato. O público atingido foi de aproximadamente 114 mil pessoas, em 24 cidades, nas 5 regiões do País.

A Fundação BankBoston valoriza e apóia iniciativas que visam preservar e difundir a arte e a cultura brasileira e de outras nações. Investe em atividades culturais por meio de incentivos e patrocínios; desenvolve projetos em parceria com organizações da sociedade civil e realiza alianças com organizações governamentais, organismos internacionais e universidades, garantindo maior eficácia frente a complexidade das questões sociais.

Entre os projetos desenvolvidos pela Fundação BankBoston, destacam-se: Praticidade, instituído em 2002, com o envolvimento dos funcionários e a participação da comunidade, valorizou diferentes espaços da cidade com o desenvolvimento de um trabalho de arte-educação por meio de oficinas de arte que discutiram temas como cidadania e urbanismo; Aprendiz, instituído em 2001; Projeto Axé, instituído em 1990, proposta pioneira que se tornou referência mundial em educação para adolescentes em situação de risco. A Usina da Dança busca a formação profissional de futuros dançarinos.

O Instituto Moreira Salles, do Unibanco, tem por finalidade exclusiva, a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. São cinco as principais áreas de atuação: fotografia, literatura, cinema, artes plásticas e música brasileira.

Contrapondo-se à prática do mecenato tradicional, a instituição prefere atuar fundamentalmente em iniciativas que ela própria concebe e executa. Outro fator que singulariza a atuação do Instituto Moreira Salles é a prioridade que ele confere a projetos de médio e longo prazo, o que significa escapar da fugacidade dos eventos, desenvolvendo programas regulares voltados para a formação e o aprimoramento do público. Uma terceira característica do Instituto da circunstância de contar com centros culturais localizados em três Estados brasileiros: um no Rio de Janeiro, que abriga também uma Reserva Técnica Fotográfica e uma Reserva Técnica Musical; dois em Minas Gerais (em Belo Horizonte e Poços de Caldas) e um em São Paulo -, o que lhe permite operar de maneira integrada. Os investimentos do Grupo Unibanco em Cultura: foram em 2002 R$ 4.363.000,00.

O Itaú Cultural mantém duas frentes de atuação: centro cultural, que oferece ao público programação gratuita e diversificada, e um instituto voltado à pesquisa e produção de conteúdo, ao mapeamento, fomento e estímulo à produção e difusão de manifestações artísticas em diferentes áreas de expressão. A Instituição busca atuar com políticas culturais plurais paralelas às desenvolvidas pelo Estado.

Desde sua fundação, o Itaú Cultural desenvolve trabalhos que incentivam a relação entre arte e tecnologia. Sua atuação nas diferentes áreas de expressão artística enfatiza a visão interligada entre esses dois aspectos culturais. A amplitude das áreas abordadas demonstra a importância do Itaú Cultural: literatura, música, artes cênicas, cinema e vídeo, mídias interativas e artes visuais, núcleos de comunicação, ação educativa, relações institucionais, produtos culturais e operacional, além do site, do Itaú Numismática - Museu Herculano Pires e do Centro de Documentação e Referência.
Em 2002, o Itaú Cultural levou programação gratuita nas áreas de artes visuais, cinema e vídeo, dança, literatura, mídias interativas, música e teatro, a 32 cidades brasileiras e dois países, recebendo 310 mil visitantes, somente na cidade de São Paulo.

O Museu Herculano Pires recebeu 14.142 visitantes, totalizando público de 36.202 pessoas desde sua inauguração, em outubro de 2000. Foram realizados, até 2003, 1,5 milhão de estudantes da rede pública de ensino em todo o Brasil. O novo site recebeu 350 mil acessos únicos nesse período. Nos eventos internacionais, o Itaú Cultural contou com a participação de 116 profissionais de 19 países. Além disso, fechou convênio para gerar três horas de programação semanal para 100 bibliotecas no Brasil e transmissão pela internet, e mantém parceria com cerca de 40 instituições no País.
Em 2002, o Itaú Cultural estabeleceu como objetivo ampliar o acesso da população aos bens culturais produzidos e realizados na sede em São Paulo. Em 2003, o Instituto pretende democratizar ainda mais esse acesso, disponibilizando a programação ao público não-presencial, por meio de convênio e parcerias que possibilitarão transmissão por Radiodifusão, TV e transmissões on-line.
Todos os projetos culturais da Instituição são financiados pela Lei Rouanet e estão comprometidos com o social. Em 2002, o Instituto administrou cerca de R$ 20 milhões, provindos de doações incentivadas e de outros recursos, para realizar todas as ações do Instituto.

Em seu apoio às iniciativas culturais, a Organização Bradesco produziu em 2002 alguns eventos de destaque no País. Foram vários, da realização de mostras de artes plásticas e apresentações musicais à já tradicional montagem da Árvore de Natal da Bradesco Seguros - uma gigantesca Árvore de Natal flutuante instalada no espelho d´água da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. A Árvore é o principal ícone do projeto Natal Bradesco Seguros, que inclui dois grandes shows e está consagrado como um grande símbolo do Natal no Brasil.

De 23 de abril a 28 de julho de 2002, patrocinou a exposição Renoir - o Pintor da Vida, no Museu de Arte de São Paulo, o Masp. Uma das mais importantes exposições de artes plásticas do ano, a mostra de Renoir teve por curadores Luiz Hossaka e Eugênia Gorini Esmeraldo. Reuniu 120 telas, desenhos, cartas e esculturas do artista, pertencentes ao acervo do próprio Masp, de outros grandes museus e de coleções particulares. Num dos módulos da exposição, denominado Os Amigos de Renoir, o Masp apresentou obras de seu acervo realizadas por Manet, Cézanne, Degas, Monet, Utrillo e Corot. Foi a maior exposição dedicada ao artista já ocorrida na América Latina.


Por meio de convênio firmado com a Fundação Roberto Marinho, das Organizações Globo, é associada ao projeto "Futura, o Canal do Conhecimento", que reúne 20 milhões de telespectadores, primeiro canal educativo brasileiro financiado e gerido totalmente pela iniciativa privada.
Com a TV Cultura de São Paulo, a Fundação Bradesco co-produziu a primeira série do "Ilha Rá-Tim-Bum", programa que oferece ao público infantil entretenimento com conteúdo educativo, preparando a criança para o convívio em sociedade, transmitindo-lhe os valores da cidadania.
O Santander Banespa investe em cultura através das suas áreas específicas de apoio, patrocínios e do seu Instituto Cultural, o Santander Cultural.

Entre os projetos apoiados e patrocinados pelo Grupo, destacam-se, o apoio à criação do acervo virtual do MAC (MACvirtual), da Universidade de São Paulo, e à digitalização das obras do seu acervo, o mais importante de arte moderna do País, que recebeu mais de 40 mil visitantes em 2002. O programa reproduzirá a alameda do MAC, permitindo que os internautas naveguem como se estivessem no museu, e inclui também comentários, com contextualização artística e histórica, sobre as obras e a biografia dos artistas.

A Restauração da Catedral da Sé, um dos principais templos católicos do País, no centro de São Paulo, também foi patrocinada pelo Santander em conjunto com outras empresas. O Grupo mantém também, um Programa de Incentivo ao Cinema Brasileiro desde 1995: o Banespa tem sido uma das instituições financeiras que mais apóiam a indústria cinematográfica nacional com serviços e benefícios. Em 2002, patrocinou 13 filmes. Também em 2002, o Grupo Santander Banespa fez uma importante doação à Cinemateca Brasileira, entregando-lhe projetos, roteiros, orçamentos e todo tipo de documentação relativa a 53 filmes do período de 1956 e 1962, permitindo acesso, a estudiosos de cinema e pesquisadores a esse material.

Criado em julho de 1965, o Museu Banespa desenvolve intensa atividade cultural e educativa, recebendo cerca de 5 mil visitantes por mês. Ao longo dos seus 37 anos, o acervo histórico-documental do museu foi enriquecido com centenas de novas peças, como resultado de pesquisa de campo, compras e doações. O Museu reúne parte importante da história econômica e social do Estado de São Paulo. A torre do Edifício Altino Arantes, sede do Banespa, foi transformada em importante ponto turístico. Com a exposição fotográfica e vídeo, o visitante pode conhecer a história da construção do edifício que foi inaugurado em 1947 e é um dos mais altos da época. Em 2002, a torre recebeu um total de 67.124 visitantes.

Em Ribeirão Preto, em parceria com a Prefeitura, o Grupo apoiou a restauração do Hotel Palace, que abriga um moderno centro cultural, o Portal da Juventude. O espaço tem como principal foco a realização de cursos e oficinas para jovens e a manutenção de uma biblioteca. Esta sediado também no centro cultural um escritório do programa Ribeirão Jovem, mantido pela Prefeitura para facilitar o acesso dos jovens ao primeiro emprego.

Através do Santander Cultural, em Porto Alegre, tem contribuído para facilitar o acesso à cultura exercendo um papel articulador, integrador e principalmente educativo, democratizando o contato do grande público com a arte contemporânea. Atua em quatro eixos principais: artes visuais, música, cinema e reflexão, promovendo exposições, prêmios, mostras, filmes, shows, fóruns e debates com acesso gratuito na maioria das atividades. Em uma área de 6.124m², o espaço cultural conta com sala de cinema, área gastronômica com restaurante, bar e cafeteria, loja, livraria e o Acervo da Moeda, o maior acervo de numismática do Sul do País.

Em dois anos de atividades, o Santander Cultural recebeu mais de 540 mil visitantes para suas mostras de artes visuais, entre público espontâneo e estudantes.
Entre 2002 e 2003, realizou diversos empreendimentos de artes visuais como: Amílcar de Castro e Tangenciando Amílcar; Apropriações e Coleções/Objetos do Desejo; Violência e Paixão; Picasso Gravador; Freud para Todos; Carlos Vergara Viajante - Obras de 1965 a 2003. Todos foram acompanhados de atividades complementares, ciclo de palestras e debates e edição de livros/catálogos. Os projetos foram formatados a partir de uma visão mediadora com o público e com uma função educativa.

No eixo Reflexão, o seminário MPB em Questão é um exemplo; realizado em parceria com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, através de seu canal de televisão, e com a presença de profissionais como Nelson Motta, Zuza Homem de Mello, Carlos Calado, Tárik de Souza, Luiz Antonio Giron, Roberto Moura, Kiko Ferreira e Mauro Dias, recolocou em pauta o debate sobre o fenômeno da música brasileira.

Na área de cinema, o Santander Cultural instituiu, em 2002, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e a Associação dos Profissionais e Técnicos Cinematográficos, o Prêmio Santander Cultural/Prefeitura de Porto Alegre, que incentiva a profissionalização do setor através do Concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem. E na sala de cinema, além da programação regular com várias sessões diárias, foram organizadas mostras especiais como Mostra Diversidades; Ciclo Cinema e História; Ciclo Cinema Espanhol em Intercâmbio, entre outras.

A Ação Educação, projeto diferenciado no segmento, proporciona a visita de estudantes ao espaço cultural, com capacitação e entrega antecipada de material aos professores, incentivando uma reflexão sobre as implicações e conexões da arte no aprendizado formal e no cotidiano dos alunos.
Na área de música, aprendizado e entretenimento se misturam num programa de shows, atividades de workshops, fóruns de debates e master class durante os finais de semana envolvendo toda a comunidade e oferecendo um mix de atrações com tendências e ritmos brasileiros, latinos e internacionais. O investimento do Santander Banespa em cultura em 2002 foi de R$ 7.304.000,00
O Instituto Cultural Banco Santos foi criado em 25 de março de 2002 sendo sua principal missão resgatar a memória e a historia do Brasil, preservando o patrimônio cultural nacional. Seu corpo e atividades foram inaugurados com a exposição inédita de cartografia "O Tesouro dos Mapas - A Cartografia na Formação do Brasil". Projeto cultural temático, composto por mapas e objetos náuticos do acervo Cid Collection, cujas proporções ultrapassaram qualquer iniciativa até hoje levada a efeito em nosso país, seja por instituições públicas, seja pela iniciativa privada.

O Instituto Cultural Banco Santos não é apenas uma instituição que procura manter, preservar e ressaltar a importância da cultura brasileira, promovendo exposições ou outras formas de produção intelectual ligadas à cultura e à educação. A instituição preza também o patrimônio histórico, patrocinando restauros de diversas obras de importante conteúdo - seja ele político, histórico ou artístico - mantidas pelos mais conceituados museus, bibliotecas e outros acervos culturais do país.
O Banco Santos esteve sempre muito próximo de iniciativas que envolvem a divulgação da arte brasileira e a preservação da memória nacional. Esta é a contribuição que uma instituição voltada a atividades financeiras pode dar à sociedade do País, que sempre foi precário naqueles setores. A função social do Banco se foca nos aspectos mais criativos e empreendedores que o público brasileiro conheceu.

Com o vulto que estas atividades tomaram, a instituição financeira se viu melhor servindo a população, criando uma entidade com fins culturais, que poderá desenvolver estes trabalhos com maior especificidade: o Instituto Cultural Banco Santos.

Aí se coloca uma entidade que poderá melhor dirigir suas ações, não para tirar as vantagens dadas pelas leis de incentivo cultural, e para proveito próprio, mas para que organize as atividades culturais, reúna recursos próprios e de terceiros, assine convênios com outras instituições, pesquise coleções e materiais que formam o patrimônio artístico e o acervo da produção intelectual, conhecimento para a formação da cultura nacional, e divulgue à população o que se acumulou nos séculos de existência do País.


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